Bacia leiteira do Vale do Jamari não se entende sobre paralisação ou não

Desunião dos pecuaristas de leite ajuda indústria a manter o preço do produto. Não há informações de sindicatos e associações sobre medidas.

Imagem do site Canal Rural

Os pecuaristas responsáveis pela produção de leite no Vale do Jamari, que compreende os municípios de Cujubim, Machadinho do Oeste, Alto Paraíso, Campo Novo de Rondônia, Monte Negro, Buritis, Ariquemes, Theobroma, Vale do Anari, Governador Jorge Teixeira e Jaru, não conseguem ‘falar a mesma língua’, quando o assunto é ‘reivindicar melhorias no preço do leite in natura’, para as indústrias de laticínios, que são subsidiadas pelos Governos Federal e Estadual.

Enquanto uma parte quer paralisar a entrega do produto a fim de pressionar as indústrias, outra parte faz exatamente o contrário.
Recentemente foram feitos bloqueios em vicinais de alguns municípios, onde os pecuaristas orientavam os motoristas, alguns funcionários de laticínios e outros de empresas terceirizadas, sobre a desvalorização do produto. Nem assim tiveram qualquer êxito.

Na região de Jaru (RO), o Portal P1 buscou informações junto de algumas cooperativas, associações e de sindicatos, mas até o fechamento da matéria, não foi possível falar com nenhum representante.

A cadeia produtiva literalmente tem pago para trabalhar. Enquanto os produtores entregam o produto no máximo a R$ 0,90 o litro, nas prateleiras após ter sido processado e embalado, o leite em caixinha, como é conhecido, chega a custar R$ 4,56,00 o litro.

Não há informações sobre que medidas serão tomadas de forma definitiva pela classe produtiva, que possa chamar a atenção das autoridades estaduais e federais, que até discursam na internet sobre o assunto, mas não foi possível ainda ver qualquer medida de combate a desvalorização sendo empregada por estas autoridades ou representes da classe.