Crise do oxigênio no Amazonas: entenda quanto falta e as ações para repor o insumo

A produção de oxigênio no estado não chega à metade do consumo dos hospitais de Manaus.

Caminhão da empresa White Martins é abastecido de oxigênio em Manaus após chegada de carga levada por avião da Força Aérea Brasileira — Foto: Bruno Kelly/Reuters

Na quinta-feira (14), a situação dramática vivida em hospitais de Manaus chocou o país: pacientes estavam morrendo asfixiados, enquanto familiares e médicos corriam em busca por doações de cilindros de oxigênio. Com rápido aumento de internações por Covid-19, várias unidades de saúde da capital amazonense ficaram sem insumos básicos, como o oxigênio.

Entre os entraves para suprir o déficit estão a capacidade de produção dos fornecedores e as dificuldades logísticas do transporte de gás de outros lugares para Manaus. Veja os números a seguir.

Demanda de oxigênio

  • Consumo em períodos sem pico de internação: entre 15 e 17 mil metros cúbicos por dia
  • Consumo no pico das internações, 14 de janeiro: 76,5 mil metros cúbicos no dia

Capacidade de produção

  • Produção das três fornecedoras da região (White Martins, Carbox e Nitron): 28,2 mil metros cúbicos diários
  • Portanto, o déficit é de 48,3 mil metros cúbicos

O que foi feito nesta semana

Dificuldades logísticas

  • Capacidade de oxigênio que pode ser levado em um avião Hércules C-130, um dos maiores cargueiros do mundo: 6 mil metros cúbicos de oxigênio líquido
  • Capacidade de oxigênio que pode ser levado em um Boeing cargueiro: 3 mil metros cúbicos de oxigênio gasoso
Entenda o déficit de oxigênio em Manaus — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1

Entenda o déficit de oxigênio em Manaus — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1