Pessoa segura caixa da CoronaVac, vacina contra a Covid-19, em frente à sede do Instituto Butantan em São Paulo — Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

A Indonésia aprovou, nesta segunda-feira (11), o uso emergencial da CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O presidente do país, Joko Widodo, deve receber a primeira dose na quarta (13).

Dados preliminares de testes de fase 3 no país mostraram uma eficácia de 65,3% para a vacina. A autoridade indonésia de alimentos e medicamentos, BPOM, informou que o número foi encontrado depois de 25 casos de Covid, mas não deu mais detalhes.

País mais afetado pela Covid-19 no sudeste da Ásia, com 836.718 casos confirmados e 24.343 mortes, a Indonésia comprou mais de 125 milhões de doses da CoronaVac. Para o início da campanha de vacinação em massa, 3 milhões de doses estarão disponíveis.

Testes no Brasil
A CoronaVac também foi testada no Brasil. O estado de São Paulo tem um acordo de compra e transferência de tecnologia da vacina com a Sinovac que prevê que o Instituto Butantan fabrique o imunizante em solo brasileiro.

Na última quinta (7), o Butantan solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação do uso emergencial do imunizante no país. A agência disse, entretanto, que o pedido está incompleto.

Na semana passada, o governo de São Paulo anunciou que a vacina teve 78% de eficácia para casos leves e 100% contra mortes, casos graves e internações em testes no Brasil.

O governo paulista não divulgou, entretanto, a eficácia geral da vacina; nesta segunda (11), disse que as informações serão divulgadas na terça (12).

“É uma conta bem simples: o número total que teve de casos de doença e quantos foram no grupo vacinado e quantos foram no grupo não vacinado. É com essa eficácia que a gente vai saber quais são as metas da campanha de vacinação”, disse a vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas, Denise Garrett, em entrevista ao Fantástico (veja vídeo abaixo).

Segundo o governo de São Paulo, dos 12,4 mil voluntários, 218 foram infectados: cerca de 160 no placebo (grupo que não recebeu a vacina) e pouco menos de 60 no grupo vacinado. Os números exatos não foram informados.

“Fazendo uma conta simples, bem simples, é ao redor de 63%, 64%. O que é uma eficácia boa – com certeza essa vacina vai ser uma vacina boa. A gente sabe que a vacina é segura”, diz Garrett.
Na Turquia, a CoronaVac teve 91,25% de eficácia contra o novo coronavírus, também segundo dados preliminares divulgados no fim de dezembro. Na época, o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que a Sinovac “quer entender por que tivemos um resultado e, em outros países, outro”.