Morre renomado jurista Antônio Augusto Cançado; STF e MRE lamentam perda

Integrante do Ministério de Relações Exteriores, Cançado deu aula no Instituto Rio Branco foi presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos

Raphael Felice

(crédito: Comissão Interamericana de Direitos Humanos)

O juiz da Corte Internacional de Justiça, Antônio Augusto Cançado morreu, aos 74 anos, em Brasília, neste domingo (29/5). Em homenagem, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) publicou uma nota de pesar pela morte do professor, considerado pelo MRE como um dos mais brilhantes e dedicados juristas.

Durante sua carreira, o jurista foi um colaborador do Correio, com comentários e análises em reportagens e artigos publicados em análises de opinião.

“O Ministro de Estado e os funcionários do Ministério das Relações Exteriores, admiradores das qualidades pessoais e profissionais do professor Cançado Trindade, expressam a seus familiares os mais sentidos pêsames, com a certeza de que a memória do professor seguirá viva, em suas obras, em suas ideias e em todas as pessoas que inspirou com seu exemplo”, declarou o Itamaraty.

Cançado Trindade atuou na condição de consultor jurídico do Itamaraty, entre os anos de 1985 e 1990. Ele também foi professor do Instituto Rio Brando, entre 1979 e 2009, e foi presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos e integrante da Corte Permanente de Arbitragem e da Corte Internacional de Justiça.

“Ao longo de sua carreira, o Professor Cançado Trindade prestou inestimável colaboração ao Itamaraty, ao Brasil e ao direito internacional. Em sua trajetória, permaneceu fiel a seus ideais e, com determinação incansável, deixou como legado uma maior humanização do direito internacional”, lamentou o MRE.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux lamentou, em nome do STF a morte do “humanista por vocação”, Augusto Cançado

“Humanista por vocação, o Professor Cançado Trindade era um dos principais nomes brasileiros na prática e na doutrina do Direito Internacional, concentrando seus estudos principalmente no ramo dos direitos humanos, área na qual se tornou uma referência mundial”, disse em nota

Em nome do STF, Fux publicou votos de conforto ao ex-integrante da Corte Interamericana. “O Supremo Tribunal Federal manifesta aos familiares e amigos votos de conforto e os mais sinceros pêsames. As lições e as inspirações deixadas pelo professor e jurista são um legado valioso para o Brasil, para a Suprema Corte e para o direito brasileiro”, publicou.

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