O SILENCIO DOS CAIXÕES… TODAS VIDAS INTERESSAM.

Não lamentar as mortes de Dom Philips, e Bruno Pereira, seria sem dúvidas um ato muito desumano, afinal estamos cansados de saber que a violência em nada contribui, muito pelo contrário acirra ainda mais os ânimos, em especial dos que se sentem injustiçados, esquecidos pelo poder público, digamos jogados a própria sorte.

Quando o Estado deixa de cumprir com suas obrigações ou seja de garantir a ordem, de combater a violência, o que podemos esperar é que situações como as inúmeras que já ocorreram na Amazônia, ( Chico Mendes, (1988) Zé Claudio e Maria, (2011) Dorathy Stang, (2005) e também nas periferias e morros das grandes cidades, continuem ocorrendo, afinal o tema violência em nosso país, em especial na Amazônia, só é tratado com mais ênfase, quando alguns partidos políticos querem tirar dividendos, como é o caso agora, onde a esquerda, alinha-se aos defensores de araque da Amazônia, querendo passar toda responsabilidade para o governo que aí está, quando todos nós estamos canado de saber que o problema da insegurança em nossas fronteiras, em especial na região Amazônica vem de longe.

A cobiça pela Amazônia, não de agora, tem levado toda sorte de pessoas, e interesses  para aquela região;  contrabandistas, narcotraficantes, milicianos, garimpeiros, pescadores, caçadores, madeireiros,  prostituição, ongs, da mesma forma que tem levado estudiosos,  pessoas sérias e interessadas em conhecer melhor a nossa biodiversidade, preservar as nossas florestas, e colonizar os nossos índios.

Necessário então é que os nossos governantes, criem urgentemente políticas para a região Amazônica, políticas que venham trazer o desenvolvimento sustentável, onde as pessoas que lá residem possam ser beneficiadas, e lógico os povos indígenas, devidamente salvos dentro de seus territórios, com as suas devidas culturas.
Enquanto mais uma vez nos indignamos com o que ocorre naquela região de nosso país, onde em parte de seu território literalmente não existem leis, regiões inóspitas comandadas por criminosos, convenhamos que o mesmo vem ocorrendo nas metrópoles, e em uma proporção ainda maior, sendo que os caixões não são lembrados porque tratam-se de pessoas pobres, humildes na sua maioria, tudo isto ocorrendo onde os narcotraficantes ditam as leis.

Todo este alvoroço hoje mostrado pelos partidos de esquerda, e ainda pelos pseudos defensores de nossas florestas e povos indígenas, bom seria lembrar a todos, que nos governos petistas aqui nas terras de Cabral foram assassinadas 875 mil pessoas, que também importam, que também fazem jorrar lágrimas de seus familiares e amigos, portanto não esqueçamos que vidas nos sertões importam, vidas das cidades importam, vidas nas caatingas importam, vidas nas periferias e morros das cidades importam, todas as vidas importam.