Presidente da Petrobras pode cair, após desdenhar do impacto de 4 aumentos de até 35% em 48 dias

Consideradas irresponsáveis pelo Palácio do Planalto, as declarações do presidente da Petrobras desdenhando dos caminhoneiros irritou o presidente Jair Bolsonaro e gerar a expectativa de sua demissão. O quarto aumento no preço dos combustíveis, em apenas 48 dias, também incomodou o governo.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, durante assinatura no Cade de Termo de Cessação de Conduta (TCC) relacionado às atividades de refino da Petrobras.

O presidente Jair Bolsonaro ficou irritado e, em sua “live” desta quinta-feira (18), chegou a reproduzir a declaração do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco: “‘eu aumento o preço aqui, não tenho nada a ver com caminhoneiro”. Em seguida, Bolsonaro avisou: “Isso vai ter uma consequência, obviamente.”

“Não posso chamar a atenção da Agência Nacional de Petróleo, porque é independente”, disse o presidente, mas tem atribuição também. Não faz nada. Você vai em cima da Petrobras, ela fala ‘opa, não é obrigação minha’. Ou como disse o presidente da Petrobras, há questão de poucos dias, ‘eu não tenho nada a ver com caminhoneiro, eu aumento o preço aqui, não tenho nada a ver com caminhoneiro’. Foi o que ele falou, o presidente da Petrobras. Isso vai ter uma consequência, obviamente.”

Para ser substituído, o presidente da Petrobras precisa renunciar ao cargo, em comunicação ao seu conselho de administração, ou ser afastado mediante manifestação do representante da União nesse colegiado, que representa o acionista majoritário. Ambas as providências devem precedidas de cautelas para evitar especulações nas bolsas de valores onde as ações da empresa são comercializadas.