Senador de Rondônia volta a criticar TSE por manifestações de confiança à urna eletrônica e deixa recado velado na postagem

Marcos Rogério, do PL, encerrou a manifestação alegando “O excesso de presunção de superioridade pode levar a uma baixa capacidade cognitiva!”

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Porto Velho, RO – O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um discurso de despedida ao deixar a Presidência de outra Corte importante, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Marcos Rogério, senador do PL eleito por Rondônia, recortou o seguinte recho do vídeo reproduzido em sua página no Facebook:

 

“[…] Num   mundo   que   assiste   preocupado   à   ascensão   do   populismo extremista e autoritário,rescendendo a fascismo,a preservação da democracia e o respeito às instituições  passaram  a  ser  ativos  valiosos,  indispensáveis  para  quem  queira  ser  um  ator global relevante. Não  é  de surpreender que dirigentes brasileiros não sejam hoje bem-vindos em nenhum país democrático e desenvolvido do mundo.E, nos eventos multilaterais, vagam pelos corredores e calçadas sem serem recebidos, acumulando recusas em pedidos de reuniões bilaterais.  Como  já  disse  anteriormente,  a  marca Brasil vive  um  momento  de  deprimente desvalorização  mundial.  Passamos  de  um  país  querido  e  admirado  internacionalmente  a  um paísolhado com desconfiança e desprezo”.

E prosseguiu:

“Aliás, uma das estratégias das vocações autoritárias em diferentes  partes  do  mundo  é  procurar  desacreditar  o  processo  eleitoral,  fazendo  acusações falsas e propagando o discurso de que “se eu não ganhar houve fraude”. Trata-se de repetição mambembe do que fez Donald Trump nos Estados Unidos, procurando deslegitimar a vitória inequívocado  seu  oponentee  induzindo  multidões  a  acreditar  na  mentira”.

E encerra:

“Vivemos um  momento triste em  que  se  misturam  o  ódio,  a  mentira,as  teorias  conspiratórias,o  anti-cientificismo, as limitações cognitivas e a baixa civilidade”, encerrou Barroso.

Marcos Rogério comentou:

“Simplesmente inacreditável! Está ficando comum as mais altas autoridades do Poder Judiciário fazerem seguidos discursos políticos, numa flagrante perda de isenção e imparcialidade. Isso sim enfraquece a democracia e deixa o Brasil vulnerável, no caminho da dependência de árbitros internacionais, já que juízes brasileiros perderam a noção do valor e significado da toga”.