CHAPÉU, CUECA…. TUDO PELO POVO

O cenário da classe política brasileira está sempre nos surpreendendo, se de um lado temos aqueles que enchem suas cuecas com o dinheiro do povo, do outro existem as panteras cor de rosa, ou ainda até mesmo aqueles que questionam o uso ou não de uma peça tão propícia dos nossos irmãos nordestinos que tendo em vista o sol escaldante da região, comumente fazem uso do chapéu; chapéu este que também tornou-se uma marca dos romeiros do ‘’Padim Ciço,’’ que também era um dos amantes do chapéu.
Aqui pelas bandas das terras de Rondon, o chapéu nos traz lembranças em parte boas, mas com certeza também amargas lembranças, afinal foi fazendo do chapéu o símbolo de sua campanha, e distribuindo os mesmos que passou aqui por esta paradas um famoso cidadão eleito deputado federal, que ficou conhecido como o homem do chapéu, foi ele Lúcio de Ataíde, que após ser eleito deu bananas para o povo de Rondônia, mudando-se para capital federal, e não mais voltando por aqui.
O chapéu é uma peça, que já fez sucesso na história mundial, afinal já foi chique usar um belo chapéu, em especial aqueles de marcas famosas, onde em um época a falava-se muito do chapéu Panamá, coisas da classe burguesa e dominante da época, era considerado sim, um ato de elegância, e não atoa que existiam as grande chapelarias, e ainda nos salões de festas, e jantares oferecidos pela burguesia lá estavam os cabideiros, para se guardar os chapéus.
Os tempo são outros, mas nada impede que os amantes, e amados a moda antiga ainda queiram fazer uso de uma peça que marcou época, mas que eu diria, não poderia se tornar o centro de uma discussão em um poder, exatamente em função até do momento que vivemos, afinal o chapéu pode ter também todo um egocentrismo, não deixando de ser uma peça exótica quando usada por alguns.
O chapéu também nos remete a triste realidade de nosso povo, mais especial dos sertanejos nordestinos, que diferentemente da classe política que o usa como uma peça snobe, a maioria usa para livrar-se do calor, e sol escaldante da região, já outra faz uso para poder pedir esmolas, como fazem os pedintes de um modo geral, nas praças públicas de nosso país, ou ainda aqueles que mostram suas artes nas praças públicas para conseguirem alguns trocados e assim aliviarem o sofrimento de seus familiares.
Pouco importa a calça que o cidadão veste, pouco importa a cor que o cidadão está vestido, pouca importa o que o cidadão coloca, ou colocaram em sua cabeça, afinal a cabeça lhe pertence, e isto não se questiona, o que devemos nos preocupar sem dúvidas, é o que pode sair de dentro da cabeça dele, aí sim reside o maior problema, afinal são suas ideias, são seus projetos, ou mesmo suas votações que poderão atrapalhar nossas vidas, isto sim temos que ter cuidado.
Portanto não nos assustemos ainda, afinal com o decorrer do tempo poderá quem sabe; alguns VEREADORES, solicitarem permissão, ou até aprovarem um projeto para ir as sessões de bermudas, de chinelos, de camisas abertas ao peito, ou quem sabe de calça e ou calcinha cor de rosa, qual é o problema? Se temos a pantera cor de rosa, por que não os panterinhas cor de rosa também?
Enquanto assistimos discussões que em nada somam com a nossa sociedade, ou ainda matérias irrelevantes sendo discutidas do nada para o nada, estamos nós o povo, carente de projetos que discutam ações que venham ajudar a nossa sociedade como um todo, nestes momentos de pandemia, onde milhares de pessoas perderam seus empregos, onde dezenas de comércios fecharam suas portas, onde ainda mesmo com o esforço do executivo, muito ainda nos falta para darmos uma maior tranquilidade a nossa gente no quesito saúde, um dos grandes problemas em toda administração, em especial nestes tempos da covid/19.
Nos restas aguardar, que bons projetos venham por aí, para ajudar em muito a nossa população.
Com as prefeituras abarrotadas de dinheiro, quem sabe até uma ajuda financeira aos mais necessitados, ou os vereadores se conscientizando que seus salários realmente estão muito além da realidade de nossos munícipes, e assim possam fazer uma adequação.