Diagnosticada com covid, mãe de Henry Borel é transferida para hospital

Monique Medeiros sai de presídio em Niterói e ficará 14 dias sob isolamento em hospital penal no complexo penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio. A namorada de Dr. Jairinho, também preso, estaria sofrendo ameaças de outras detentas

 

Nesta terça-feira (20/04), Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, garoto de 4 anos que morreu em 8 de março com sinais de violência, foi diagnosticada com Covid-19. Ela está presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O diagnóstico foi confirmado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), responsável pela gestão das unidades prisionais no estado do Rio de Janeiro. Monique Medeiros foi encaminhada da prisão para o Hospital Penal Hamilton Agostinho, localizado no Complexo de Gericinó, em Bangu (Zona Oeste do Rio). Ela foi atendida pela equipe médica e segue internada com acompanhamento clínico. O protocolo sanitário contra a Covid-19 recomenda 14 dias de isolamento para Monique.

Segundo relatos, a mãe de Henry Borel tem sofrido ameaças de outras detentas. Na última quinta-feira (15/04), ela pediu à direção do presidio de Niterói a transferência para uma penitenciária federal. 

No presídio de Niterói, Monique Medeiros é uma das ocupantes de uma cela de 6 metros quadrados. O espaço tem uma cama beliche, um chuveiro com água fria, uma pia e um vaso sanitário. Na semana passada, a detenta foi levada ao hospital com um quadro de infecção urinária.

Novo depoimento

Em relação ao inquérito policial sobre a morte de Henry Borel, Monique Medeiros trocou recentemente de advogados de defesa. Ela pretende dar um novo depoimento sobre o caso, mas até o momento o titular da 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca) não sinalizou que pretende realizar novas oitivas sobre o caso. 

Uma das motivações para Monique Medeiros insistir em um novo depoimento é se apresentar como vítima do vereador Dr. Jairinho, também preso pela morte de Henry Borel e suspeito de outras agressões familiares. O delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DPI, não acredita na possibilidade de a mãe sofrer ameaças e agressões da parte do médico. Ainda de acordo com Damasceno, não faltaram oportunidades para Monique relatar à polícia que sofria agressões do namorado.

Segundo informações da Polícia Cívil do Rio de Janeiro, os processos relativos ao caso continuam em andamento e correm sob o sigilo.

matéria: correiobraziliense