Além da falta de profissionais, pacientes alegam precariedade na estrutura do hospital responsável por atender cerca de 10 mil habitantes do município.

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) abriu uma ação civil pública para apurar irregularidades no Hospital Municipal Expedito Gonçalves Ferreira, em Nova União (RO). Segundo denúncias dos pacientes, a falta de médicos e a precariedade da estrutura são os principais problemas.

A unidade de saúde é responsável por atender aproximadamente 10 mil habitantes do município e há mais de um ano realiza consultas, internações e cirurgias no mesmo espaço.

O MP-RO informou que desde 2018 investiga as irregularidades denunciadas pelos pacientes. A partir disso, o município foi convocado a prestar explicações sobre a situação.

Reuniões foram realizadas com o prefeito e servidores públicos com objetivo de firmar um termo de ajustamento de conduta, em que a prefeitura se comprometesse a sanar as principais irregularidades, mas não houve acordo.

O município alegou impossibilidade de contratação de novos profissionais, devido o índice da folha de pagamento estar acima do limite prudente.
Os promotores tentam agora, junto ao judiciário, implantar uma liminar para obrigar o município a cumprir as determinações do MP-RO.

Enquanto isso os pacientes dizem que se sentem prejudicados. Na maior parte dos casos, moradores que precisam de atendimento médico mais complexo têm que se deslocar a outros municípios da região.

Por Gedeon Miranda, Rede Amazônica

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